Tobias Torres - Otorrinolaringologia - Dr. Tobias Torres - Otorrinolaringologista

Tobias Torres - Otorrinolaringologia

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Garganta

Adenóide

A adenóide ou tonsila faríngea é um tecido linfóide presente na porção da faringe localizado no fundo do nariz. Assim como as amígdalas, é um órgão de defesa do organismo, pois está envolvida na produção de anticorpos locais e sistêmicos. É o contato com vírus, bactérias e partículas presentes no ambiente que estimula a produção desses anticorpos.

Em parte das crianças em idade pré-escolar, esses estímulos provocam um aumento no tamanho da adenóide que, devido sua localização, pelo estreitamento do espaço para a passagem do ar no fundo do nariz, compromete a qualidade da respiração nasal.

O paciente apresenta dificuldade de respirar pelo nariz, sensação de obstrução nasal, respiração com a boca aberta e roncos noturnos. Esse padrão de respiração acarreta inúmeros prejuízos ao desenvolvimento da criança, pois afeta o crescimento ósseo da face e a qualidade do sono. Observam-se alterações na simetria da face, no crescimento dos dentes, no formato da arcada dentária, na capacidade de concentração e no desempenho escolar.  O crescimento da adenóide pode, também, obstruir os orifícios de entrada das tubas auditivas e provocar perda auditiva por acúmulo de líquido na parte média dos ouvidos.

A avaliação e o tratamento otorrinolaringológicos são fundamentais para reestabelecer o padrão de respiração nasal. São opções de tratamento as abordagens clínicas e cirúrgicas.

Amigdalas

As amígdalas ou tonsilas palatinas estão localizadas na garganta e participam do sistema de defesa do organismo. O contato com vírus, bactérias e alimentos presentes na via aerodigestiva estimula a produção de anticorpos locais e sistêmicos.

Da mesma forma que acontece com a adenóide, em parte das crianças em idade pré-escolar esses estímulos provocam um aumento no tamanho das amígdalas. O crescimento excessivo estreita o espaço livre da garganta e pode causar dificuldade de respiração e alimentação. Em alguns casos pode haver dificuldade de articulação das palavras. É muito comum o aumento simultâneo das amígdalas e da adenóide.

As amígdalas também são focos frequentes de infecções. As amigdalites, que correspondem a processos infecciosos das amígdalas, podem ser causadas por vírus ou bactérias. O diagnóstico diferencial, em muitos casos, é difícil, porém é determinante para o tratamento correto. A infecção viral é mais comum. Nas amigdalites bacterianas está indicado o uso de antibióticos. Pacientes que apresentam episódios recorrentes de amigdalites devem ser submetidos à avaliação e investigação otorrinolaringológica. Nesses casos existe a opção de tratamento clínico ou cirúrgico.

Ronco e Apnéia do Sono

O ronco a apnéia são distúrbios respiratórios relacionados ao sono. Normalmente, surgem da combinação entre o estreitamento via aérea e o relaxamento excessivo da musculatura da garganta. Nessa condição o paciente aumenta seu esforço respiratório para inspirar e expirar e, assim, gera uma pressão excessiva dentro da luz da via aérea.

O ronco ocorre pela vibração das paredes da garganta, mas não traz repercussão para a qualidade do sono. Na apnéia, diferentemente, observa-se um fechamento completo das paredes da via aérea e a ausência de fluxo aéreo por um período de tempo superior a 10 segundos. Os episódios de apnéia provocam quedas nos níveis de oxigênio do sangue, superficializações do sono e microdespertares. O paciente refere um sono de baixa qualidade, não reparador e sonolência durante o dia. Ocorre, ainda, sobrecarga do coração e do pulmão e alterações da pressão arterial.

A avaliação do paciente com alterações do sono é de fundamental importância. Estabelecer o diagnóstico do tipo de alteração é determinante para definir o tratamento. Para cada tipo e grau de alteração respiratória existe um tratamento mais adequado.

Refluxo Laringofaríngeo

O refluxo laringofaríngeo é uma doença causada por episódios repetidos de retorno do líquido produzido do estômago para a garganta. Devido sua alta acidez, ao alcançar a garganta, provoca uma irritação química e pode provocar sintomas locais. As queixas mais comuns são desconforto na garganta, tosse crônica, rouquidão, sensação de corpo estranho preso na garganta (globus faríngeo), dor local e sensação de dificuldade de engolir. Metade dos pacientes com queixas de refluxo na garganta não possui os sintomas clássicos de azia, queimação ou dor no estômago.

O exame indicado para o diagnóstico do refluxo laringofaríngeo é a video-faringolaringoscopia. É uma endoscopia da garganta realizada no consultório otorrinolaringológico com o paciente acordado. Utiliza-se apenas de um spray anestésico no nariz ou na garganta para facilitar o exame.

Rouquidão

A rouquidão é um sintoma que indica a existência de alterações no funcionamento das cordas vocais.  Modificações na sua estrutura ou mobilidade podem comprometer a qualidade da voz. As principais causas incluem nódulos ou pólipos vocais, laringites por refluxo, paralisias das cordas vocais e lesões ou tumores.

Para a correta avaliação da queixa de rouquidão é imprescindível a realização de um exame de endoscopia da garganta. A video-faringolaringoscopia permite a visualização completa da anatomia e da mobilidade da garganta e a definição do diagnóstico. É realizado no consultório otorrinolaringológico com o paciente acordado. Utiliza-se apenas de um spray anestésico no nariz ou na garganta para facilitar o exame.

Alerta aos pacientes fumantes ou ex-fumantes que evoluem com rouquidão. Devido suas substâncias carcinogênicas, o cigarro é um fator de risco para o desenvolvimento de lesões tumorais na garganta. A avaliação otorrinolaringológica é obrigatória.